domingo, 26 de junho de 2022

A história da música


A música é uma das linguagens artísticas universais mais antigas que possuímos, pois desde o período dos homens das cavernas o som era produzido. Apesar da música ser uma organização que se trabalha com a harmonia entre os sons, ritmo, voz e melodia, os sons desorganizados foram o ponto de partida para o que temos hoje.

Pré-História

A sonoridade nesse período começou com a observação de fenômenos naturais como trovões, o balançar das folhas das árvores, o canto das aves, etc. Assim, nossos antepassados passaram a explorar a sonoridade que seus próprios corpos produziam como os pés batendo no chão, palmas e a voz. 

Egito

A música no antigo Egito era algo muito presente e com grande simbologia religiosa, eles acreditavam ser uma invenção do deus Thoth, onde Osíris utilizou para civilizar o mundo.
A música, na época, era utilizada para completar rituais sagrados de colheita, a harpa, a flauta e instrumentos de batuque e chacoalho eram os mais utilizados para a realização deste ato.

China e Índia

A música ganhou força nesses dois países no período de 3.000 a.C., acreditava-se que ela possuía forte conexão com a espiritualidade.
O instrumento mais famosos entre os chineses era a cítara, onde se utilizava a escala de cinco tons (pentatônica).
Na Índia, no período de 800 a.C., o método utilizado se chama Ragas que era composto por tons e semitons.

Grécia e Roma

Na antiga cultura Grega, semelhante ao Egito Antigo, a música era uma espécie de ponte entre deuses e mortais.
Muitas das artes presentes na cultura romana deriva da cultura grega, porém com a música os romanos utilizavam dela de forma cotidiana e ampla.
Um nome importante para este período da música foi o filósofo Pitágoras, que por meio de estudos juntando matemática e música, descobriu as notas e os intervalos musicais.

Idade Média

No período da Idade Média, a igreja católica possuía grande poder e influência na sociedade. E a música foi um grande instrumento em seus cultos , tanto que o Papa Gregório I criou algumas regras para um canto específico para as missas e assim foi chamado o canto gregoriano, uma peça muito importante para a história da música.


As notas musicais

Ainda na Idade Média, um monge francês chamado Guido de Arezzo organizou o sistema de notação musical como ele é conhecido hoje, como uma forma de facilitar a aprendizagem de quem estudasse.
Assim, Arezzo se aproveitou de um canto em louvor a São João Batista, o famigerado Canto Gregoriano:

“Ut quant laxis / Resonare fibris / Mira gestorum / Famuli tuorum / Solve polluti / Labii reatum / Sancte Iohannes”

Traduzindo para nossa língua:

“Para que teus servos / Possam, das entranhas / Flautas ressoar / Teus feitos admiráveis / Absolve o pecado / Desses lábios impuros / Ó São João”

Arezzo analisou as iniciais de cada verso e sua sonoridade, formando assim as notas, que inicialmente formatado desta maneira:

Ut - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si

O "Si" foi uma junção de  "Sancte Iohannes" e o "Ut" foi trocado por "Dó" apenas no século XVII por uma revisão do sistema.

Renascimento

Esse período foi marcado pelo desejo da separação dos costumes católicos e pela caça da ciência e da razão. A música também sofreu um impacto refletindo a linha de pensamento da época, uma característica marcante para a música foi a polifonia onde vários sons estão presentes em uma só canção, por exemplo a combinação de mais de um tom de voz em uma música.

Barroco

O período Barroco na música trouxe uma reforma, adicionando os contornos tonais dos modos jônico (tons maiores, exemplo: C) e eólio (tons menores, exemplo: Cm). A época também foi marcada por óperas e orquestras de câmaras.

Classicismo

Essa é uma das épocas mais famosas no mundo da música, marcada pelo protagonismo de orquestras e músicas instrumentais, além da criação de novas estruturas musicais como as sonatas, sinfonias, concertos e quarteto de cordas.

Romantismo

Essa fase da música ainda carrega um pouco do Classicismo, porém com maior intensidade e sentimentalismo.

Século XX

Esta é a época mais próxima da nossa, onde já era possível a música ser gravada graças a tecnologia, os concertos foram perdendo sua força para as rádios e vários outros tipos surgiram.
A época foi marcada pela presença de músicas atonais (não tem um tom único) e as músicas dodecafônicas (que equivale as doze notas da escala cromática). Além de experimentos com objetos que produzem som, sem ser um instrumento musical, como copo d'água, moedas, etc.

Esse foi apenas um breve resumo sobre a trajetória de uma das formas de arte mais consumidas e amadas do mundo.




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