segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Infância

 


  A infância é uma época mágica e cheia de descobertas na vida de uma pessoa, maioria do nosso tempo é gasto fazendo perguntas e brincando (raramente estamos dormindo e quando dormimos, quase, nada nos acorda). Como pequenos seres curiosos queremos explorar de tudo, como funciona a vida, por que ela é de certo modo, por que ela acaba e qual o sentido dela.

  Nem todas as nossas dúvidas podem ser tiradas por aquele(s) que cuidam da gente, algumas só são  tiradas a partir de certa idade, seja na juventude, na vida adulta ou na terceira idade. Ás vezes, na infância descobrimos coisas que não deveríamos descobrir em uma idade tão prematura outras aprendemos depois de anos e anos vivendo, o que é normal uma hora, cedo ou tarde, vamos aprender sobre determinados acontecimentos da vida.


  Quando pequenos, aprendemos muitas coisas de forma rápida e prática, não requeremos a muito esforço. Conheci uma garotinha no meu antigo curso de inglês, ela tem por volta dos oito anos de idade, e fala inglês maravilhosamente bem estava no curso só pra aprender a escrever, já que desde bebê os pais colocavam filmes em inglês, então ela escutava e falava com facilidade. Eu fiquei realmente impressionada.

  Algumas situações que vivemos na infância são um tanto inusitadas, levadas pela imaginação ou pelo sobrenatural, porque crianças possuem maior sensibilidade para essas coisas (alguns desses acontecimentos foram relatados por mim e pelo Anderson no episódio 1 sobre medos de infância no nosso podcast, Os Diferentões). Coisas como amigos imaginários e ver gente morta, não a todo o tempo, em casos para os adultos era apenas nossa imaginação ou tentativa de chamar a atenção deles. Talvez eles tivessem razão ou você realmente viu.

  Uma coisa que me impressiona até hoje nas crianças é a criatividade, toda criança poderia ser artista se quisesse. Porque o que se passa nessas cabecinhas nem mesmo quem já foi criança consegue entender. E uma criatividade extratosférica que nem mesmo Gogh, Kahlo, Picasso ou Da Vinci poderiam imaginar.

  A diferença da criança de 90 para os anos atuais também mudou radicalmente, porque o pessoal de 1990 brincava na rua de bola, pique-esconde e pega-pega, fazia aquela amizade que nunca mais via na vida e com menos de um real comprava doce pra encher as duas mãos. Já a criança de hoje em dia mal sai de casa, não faz aquela amizade que a gente vê só uma vez pra nunca mais, vive no celular e um real não dá nem pra comprar aquela bolinha de chocolate que não é chocolate. Eu peguei o início desse novo século, mas consegui aproveitar algumas das poucas coisas que o pessoal de 90 curtia. A época em que o Merthiolate ainda ardia, brinquei, pouco, fora de casa e fiz aquela amizadezinha que nunca mais tive notícia.

  Mas mesmo não sendo mais fisicamente parecidos com crianças, possuímos a curiosidade, a insistência, a nostalgia, a alegria, a inocência e o brilho no olhar de uma.

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